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Gestão de Pessoas

A pessoa certa no lugar certo: o que a escolha de uma marca de esportes pode ensinar sobre gestão de equipes na saúde

6 min de leitura
Uniforme esportivo — a escolha certa depende do contexto.

Quando a escolha é boa, mas o contexto está errado

Recentemente, uma discussão ganhou força: a apresentação do uniforme da seleção brasileira desenvolvido pela Nike.

Às vésperas da Copa do Mundo, não tem um brasileiro que não tenha escutado o slogan “Vai Brasa”.

A polêmica não foi pela qualidade técnica da marca ou da designer, e sim pelos argumentos utilizados para conectar o produto ao universo do futebol.

A Nike apostou em uma pesquisa rasa, focada nas redes sociais e em locais onde o verdadeiro torcedor não está. O resultado foi um uniforme com elementos desconectados, que não representam o verdadeiro perfil do consumidor: o brasileiro apaixonado por futebol.

Criar para a seleção brasileira — a única seleção pentacampeã — e em tempo de Copa do Mundo, não é apenas um exercício de design. Envolve pesquisa, imersão, entendimento de cultura, simbologia, expectativa do público e o peso de uma identidade que vai muito além da estética: a representação de uma nação. Quando essa leitura não acontece com profundidade, o resultado gera ruído e desconexão, mesmo quando o trabalho, tecnicamente, é bom.

O mesmo acontece dentro das operações de saúde

Equipe em ambiente hospitalar — a importância do alinhamento ao contexto.

Em hospitais e clínicas, esse tipo de desalinhamento é mais comum do que parece.

Não porque as pessoas não sejam capacitadas. Mas porque, muitas vezes, são colocadas em contextos onde:

  • não dominam a dinâmica da operação
  • não compreendem a pressão do ambiente
  • não estão alinhadas à cultura da instituição
  • não foram preparadas corretamente para as situações

Competência técnica não resolve tudo

Um profissional pode ser excelente no que faz. Mas, se não entende o ambiente onde está inserido ou a cultura da empresa, tende a tomar decisões desalinhadas com as expectativas, gera retrabalho e aumenta o tempo de resposta. Na prática, esse fator é muito difícil de ser identificado.

Competência técnica não é suficiente sem entendimento do contexto.

Delegar para a pessoa errada — mesmo que ela seja boa — pode não ter o resultado esperado, porque a execução não depende só de habilidade. Depende de contexto!

O papel da gestão de pessoas nesse cenário

Gestão de pessoas como parte da estratégia da operação de saúde.

Estruturar uma operação eficiente passa, inevitavelmente, por estruturar bem as pessoas. Isso envolve:

  • critérios mais precisos de recrutamento
  • clareza na definição de funções
  • desenvolvimento contínuo
  • decisões conscientes na delegação

Mas como parte direta da estratégia da operação. É nesse ponto que a gestão de pessoas deixa de ser suporte e passa a ser parte da operação.

Pessoas certas, no contexto certo

A Elo People estrutura recrutamento, definição de funções e desenvolvimento como parte da estratégia da sua operação de saúde — não como suporte.