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A pessoa certa no lugar certo: o que a escolha de uma marca de esportes pode ensinar sobre gestão de equipes na saúde.

  • Foto do escritor: Elo Education
    Elo Education
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura

Quando a escolha é boa, mas o contexto está errado


Recentemente, uma discussão ganhou força: a apresentação do uniforme da seleção brasileira desenvolvido pela Nike.

Às vésperas da Copa do Mundo, não tem um brasileiro que não tenha escutado o slogan "Vai Brasa".

A polêmica não foi pela qualidade técnica da marca ou da designer, e sim os argumentos utilizados para o produto com o universo do futebol.


A Nike apostou em uma pesquisa rasa, focada nas redes sociais, e em locais que o verdadeiro torcedor não está. O resultado foi um unfirome com elementos desconectados e que não representam o verdadeiro perfil do consumidor, o brasileiro apaixonado por futebol.


Criar para a seleção brasileira, a única seleção pentacampeã, e em tempo de Copa do Mundo, não é apenas um exercício de design, envolve pesquisa, imersão, entendimento de cultura, simbologia, expectativa do público e o peso de uma identidade que vai muito além da estética, a representação de uma nação. Quando essa leitura não acontece com profundidade, o resultado gera ruído e desconexão, mesmo quando o trabalho, tecnicamente, é bom.


O mesmo acontece dentro das operações de saúde



Em hospitais e clínicas, esse tipo de desalinhamento é mais comum do que parece.

Não porque as pessoas não sejam capacitadas. Mas porque, muitas vezes, são colocadas em contextos onde:


  • não dominam a dinâmica da operação


  • não compreendem a pressão do ambiente


  • não estão alinhadas à cultura da instituição


  • não foram preparadas corretamente para as situações


Competência técnica não resolve tudo


Um profissional pode ser excelente no que faz. Mas, se não entende o ambiente onde está inserido ou a cultura da empresa, tende a tomar decisões desalinhadas com as expectativas, gera retrabalho e aumenta o tempo de resposta. Na prática, esse fator é muito difícil de ser identificado. 



Delegar para a pessoa errada — mesmo que ela seja boa — pode não ter o resultado esperado, porque a execução não depende só de habilidade. Depende de contexto!


O papel da gestão de pessoas nesse cenário



Estruturar uma operação eficiente passa, inevitavelmente, por estruturar bem as pessoas.

Isso envolve:

  • critérios mais precisos de recrutamento

  • clareza na definição de funções

  • desenvolvimento contínuo

  • decisões conscientes na delegação


Mas como parte direta da estratégia da operação. É nesse ponto que a gestão de pessoas deixa de ser suporte e passa a ser parte da operação.


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